tipos de faculdade

[Infográfico] Tipos de faculdade: guia completo para acertar na escolha

Quando você está a um passo de entrar no ensino superior, costumam surgir muitas dúvidas sobre a sua futura formação — algo que é bem compreensível, já que após a conquista do diploma começa a sua carreira profissional. O que muitos vestibulandos não sabem é que essas questões aparecem porque é preciso não só escolher uma graduação entre tantas opções disponíveis, mas também bater o martelo sobre qual habilitação ter e quais dos tipos de faculdade é ideal para os seus objetivos e necessidades.

Embora esses assuntos sejam essenciais, nem sempre recebem a atenção necessária na escola, nas conversas entre os amigos ou mesmo no seio familiar. Por essa razão, preparamos um post para ajudá-lo a conhecer mais a respeito deles e a identificar quando cada tipo de formação pode beneficiá-lo mais. Acompanhe!

Ensino superior no Brasil

Para começar, vale a pena conhecer um pouco mais da realidade do ensino superior no Brasil, especialmente as mudanças que ele teve ao longo dos últimos anos e como isso acaba impactando o mercado de trabalho.

Para isso, vamos usar os levantamentos produzidos entre 1995 e 2019 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Abaixo, você confere os principais dados desses relatórios. Veja!

Total de vestibulandos

Na primeira sondagem feita e divulgada pelo Inep, somente 2.653.853 de indivíduos haviam prestado vestibular — independentemente do tipo de prova (vestibular EAD, tradicional ou Enem). Já em 2019, o número foi bem expressivo: 20.079.195 de pessoas. É gente que não acaba mais, não é mesmo?

Uma curiosidade interessante é que esse total de pessoas consegue ser maior do que a população de muitos países, como Chile (cerca de 18 milhões de habitantes), Bélgica (cerca de 12 milhões de habitantes) e Portugal (cerca de 11 milhões de habitantes).

Quantidade de matrículas e conclusões

Em 1995, foram registradas 1.759.703 matrículas em todo o país, enquanto o número de estudantes que concluíram a formação escolhida ficou em 245.887. Ou seja, nos anos 1990, poucas pessoas entravam no ensino superior e conseguiam a qualificação necessária para conseguir bons empregos e ter uma carreira bem-sucedida.

Porém, esse cenário mudou — e os números de 2019 mostram isso. Para se ter uma ideia, foram efetuadas 8.603.824 matrículas no mesmo ano, um aumento de 488,93% quando comparamos com o primeiro resultado. Já na quantidade de concluintes, por outro lado, o crescimento foi de 508,39%, chegando a 1.250.076 indivíduos formados.

Na prática, isso mostra que fazer uma faculdade deixou de ser uma missão impossível e se tornou algo ao alcance de quem quer investir nos estudos, vivenciar as atividades acadêmicas, ter uma boa preparação profissional e construir um futuro repleto de possibilidades. Afinal, quanto maior é o aprofundamento na educação, maiores são as possibilidades de atuação no mercado.

Além disso, é bom comentar que ter (e manter) um bom volume de profissionais com nível superior saindo das faculdades todos os anos é importante para as organizações. Tenha em mente que isso ajuda a suprir a demanda dos diversos setores, a aquecer a economia e a contribuir para o desenvolvimento social e urbano das cidades.

Número de instituições e cursos oferecidos

Em 1995, existiam apenas 894 instituições de ensino em todo o país. Entre elas, 694 eram particulares, o que dá 76,51%. Além disso, nada mais, nada menos que 561 dessas faculdades e universidades se concentravam em apenas quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Cerca de 24 anos depois, o Inep identificou que a quantidade de institutos de educação quase triplicou, chegando a 2.608. Em paralelo a isso, o número dos centros universitários que ficam no Sudeste subiu para 1.128. Porém, apesar desse aumento, as outras quatro regiões concentram 56,74% do total de instituições.

Para completar, o órgão deixou bem claro a seguinte informação: a rede privada de ensino se consolidou como a principal forma que o vestibulando tem de iniciar uma graduação e ficar um passo mais próximo de iniciar a carreira que tanto deseja. Afinal, 88,42% das faculdades e universidades existentes atualmente são privadas.

Outro dado importante tem a ver com o número de graduações oferecidas nas instituições de ensino. Em meados de 1995, eram disponibilizados 6.252 formações diferentes para os vestibulandos. Em 2019, por sua vez, o leque de opções de curso se tornou bem amplo e diverso, chegando a incríveis 40.427.

Volume de ingressos em cursos presenciais, semipresenciais e EAD

Para finalizar, não podemos deixar de citar que desde que a educação a distância foi reconhecida e habilitada pelo Ministério da Educação, por meio da Lei nº 9394/96, o volume de ingressos nessa modalidade não para de crescer e surpreender.

Isso acontece, em especial, porque ela ganhou duas vertentes muito importantes: o EAD e o semipresencial — dos quais vamos falar mais detalhadamente no próximo tópico.

Uma boa prova desse aumento é que as primeiras aparições dessas modalidades de curso, nos relatórios anuais do Inep, só ocorreu nos anos 2000. Naquele período, das 2.694.245 matrículas confirmadas no ensino superior, apenas 1.682 eram em formações a distância.

Por sua vez, na pesquisa mais recente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, dos 8.603.824 de matrículas efetuadas em 2019, 6.153.560 foram em graduações presenciais. Já os outros 2.450.264 se dividem entre cursos semipresenciais e EAD.

Portanto, é inegável o sucesso: em pouco menos de duas décadas, essas duas alternativas passaram de míseros 0.06% dos universitários para 28,47% de todos os novos ingressantes das faculdades. O que comprova a qualidade desse tipo de formação e a boa gama de benefícios que ela possibilita ao estudante.

Tipos de faculdade

Agora que você já sabe um pouco mais sobre qual o cenário dos cursos superiores no nosso país, que tal conhecer melhor os tipos de faculdade que estão disponíveis? Isso porque não existe só um ou dois, mas sim três modelos de formação acadêmica e com características bem específicas. Abaixo, há mais detalhes sobre eles!

Presencial

O primeiro é o presencial, um formato com o qual já estamos habituados desde a educação infantil. O motivo disso é que as principais características dele são as aulas e atividades curriculares 100% presenciais e realizadas em conjunto com colegas e professores dentro da instituição de ensino.

Além disso, essas aulas ocorrem em um período previamente marcado. Por conta dessas regras, é preciso que o estudante realmente se comprometa com a formação não só por uma questão de assiduidade e participação, mas para aproveitar o que essa experiência de estar frequentemente no campus da faculdade oferece — como networking, enriquecimento do currículo, realização de cursos de extensão etc.

EAD

O EAD, por outro lado, representa os cursos feitos a distância. Ele funciona como o oposto do formato presencial, uma vez que você acompanha as matérias da sua graduação por meio de um ambiente online desenvolvido para o aprendizado e qualificação profissional dos estudantes.

Em outras palavras, a sua formação não fica dependente de seguir um cronograma de aulas ao vivo e presenciais com hora e local marcado no campus de uma determinada instituição.

Ao contrário, você ganha mais autonomia, liberdade e praticidade. Tanto é que se torna capaz de ditar o próprio nível de envolvimento com o curso conforme a rotina (de trabalho e acesso à internet), as necessidades pessoais e, em especial, o ritmo de aprendizado e de resolução de tarefas que tem.

No entanto, é importante dizer que, apesar de ser essencialmente virtual, essa modalidade ainda mantém algumas atividades presenciais de forma pontual por conta do decreto nº 9057/17 seguido pelo Ministério da Educação. É o caso dos estágios, das práticas laboratoriais, das provas de fim de semestre e da apresentação do trabalho de conclusão de curso para a banca examinadora.

Semipresencial

O formato semipresencial nada mais é do que um desdobramento recente do EAD, funcionando como um meio termo entre as duas modalidades anteriores — justamente por isso, ele tem esse nome tão particular. Soa confuso? Pois calma, a gente explica!

Isso ocorre porque a grade curricular das graduações semipresenciais são divididas em duas categorias de disciplinas: as teóricas e as práticas. O primeiro grupo conta com as matérias que são ministradas virtualmente.

O motivo? Simples: a estrutura do ambiente de aprendizagem online é mais do que o suficiente para você se aprofundar nelas e interagir com os professores quando houver dúvidas, necessidade de debates ou indicações de leituras extras.

Curso técnico, tecnológico ou graduaçãoPowered by Rock Convert

Já o segundo grupo, o das matérias práticas, demandam encontros presenciais com os docentes, tutores e/ou monitores — que podem ser semanais, mensais ou marcados em intervalos diferentes de tempo conforme o andamento do semestre.

Afinal, você precisa aprender e desenvolver habilidades quanto ao manuseio de equipamentos da profissão, ao acesso a programas de tecnologia, à realização de testes clínicos, ao controle de substâncias bioquímicas, à assistência de pessoas/animais (que são clientes ou pacientes) e por aí vai.

Tipos de habilitação

Como comentamos no início do nosso texto, são três as decisões que você toma antes de começar o ensino superior. Fora o curso e a modalidade de estudo, há o tipo de habilitação.

Um aspecto que influencia a duração da sua formação, os conteúdos e atividades que serão vistos e realizados nas aulas, o contato que você terá com o mercado e as demandas dele e, inclusive, a carreira que você terá depois de graduado. Por isso, vamos explicar cada uma das três habilitações existentes. Fique atento!

Bacharelado

O bacharelado é a formação básica e mais longa no ensino superior, podendo durar entre 6 até 12 semestres. A razão disso é que, como diz o ditado, ele prepara o terreno para que você saiba não só como é a profissão que escolheu seguir, mas também todas as atividades que pode exercer ao sair da faculdade.

Isto é, ele é preparatório e, acima de tudo, introdutório para todas as carreiras possíveis dentro de cada área que existe no mercado. Por exemplo, no ramo do direito há os segmentos do direito civil, direito ambiental, direito penal, direito comercial etc.

Ao concluir o seu curso, você saberá de forma geral a respeito de todas as áreas. Porém, caso queira, pode escolher um ou mais desses campos e se aprofundar neles — que é o que chamados de especialidades, algo que você estuda mais detalhadamente por meio da pós-graduação (como especialização e MBA).

Algumas opções de bacharelados que você encontra disponíveis são: Ciências Contábeis, Biomedicina, Nutrição, Enfermagem, Direito, Farmácia e Fisioterapia.

Tecnólogo

A formação tecnóloga também traz uma proposta introdutória sobre o mercado de trabalho em intervalos de semestre mais reduzidos (entre quatro e cinco semestre).

Contudo, diferentemente do bacharelado, ela não aborda os inúmeros campos de atuação de um ramo, mas sim nichos de atividades que um profissional pode exercer capacitando-o para realizar e dominar o assunto. Além disso, há conteúdos que tratam como os processos tecnológicos nos diferentes setores se tornaram cruciais para uma produção com melhor custo-benefício e um maior aquecimento da economia.

Se você tem interesse em conhecer alguns cursos tecnólogos, aqui estão boas alternativas: Estética e Cosmética, Radiologia, Comércio Exterior, Processos Gerenciais e Jogos Digitais.

Licenciatura

A licenciatura é um tipo de formação que não prepara você para o mercado como um todo, mas sim para uma parte dele: o setor de educação. Isso acontece porque a grade curricular dela que, geralmente, é dividida entre dois a oito semestres, foca na pesquisa e produção de conhecimento sobre uma determinada área do saber.

Em paralelo a isso, lhe proporciona o contato com as práticas pedagógicas e inclusivas de ensino — o que envolve o didatismo, a as atividades lúdicas, as artes etc. Tudo isso para que, após formado, você seja capaz de lecionar para alunos das redes pública e privada de ensino em todo o território nacional.

Alguns bons exemplos de licenciatura são os cursos de Biologia, Matemática, Música, Física, Letras Português, Letras Português-Inglês e Pedagogia.

Quando cada opção é melhor

Como você já viu quais são os tipos de faculdade e os tipos de habilitação, deve estar se perguntando quando cada uma delas é a melhor opção, não é mesmo? Afinal, uma escolha equivocada ou mesmo feita às pressas pode tornar a vida universitária uma experiência não muito satisfatória, além de gerar gastos desnecessários e investimento de tempo em algo que o prepara para uma carreira que não é a desejada.

Por esse motivo, trouxemos um compilado das diferenças e, em especial, das vantagens de cada uma das opções apresentadas. Fique de olho nelas, pois isso vai ajudá-lo a entender o perfil de aluno que essas alternativas têm. Veja:

  • faculdade presencial é uma boa opção quando você sempre tem os mesmo horários livres na semana, se concentra e aprende mais fácil na interação ao vivo com os professores e quer participar de programas extracurriculares que acontecem na faculdade (como grupos de estudos, projetos de intervenção, empresas júnior etc.);
  • faculdade a distância é uma boa opção quando você trabalha e estuda e não tem como conciliar os horários do emprego com o das aulas — uma vez que há quem atua em horário comercial, quem realiza plantões de longas horas e quem presta serviço em turnos alternados;
  • faculdade semipresencial é uma boa opção quando você gosta de estudar em casa, prefere ter um maior controle no avanço do aprendizado, tem horários incertos para os compromissos na rotina e considera necessário encontros presenciais regulares com a sua turma e os professores;
  • curso bacharelado é uma alternativa interessante para quem definiu a profissão que deseja ter, mas não necessariamente o foco de atuação. Assim, durante o curso, o estudante pode ganhar experiência em diferentes segmentos até se encontrar em um deles para construir uma carreira;
  • curso de licenciatura é uma alternativa bem específica e voltada para quem deseja se dedicar à promoção do ensino e até, futuramente, promover mudanças e atualizações no sistema de educação do país;
  • curso tecnólogo é uma alternativa válida para quem quer começar a trabalhar em pouco tempo, tem interesse em profissões que são mais recentes no mercado e para quem gosta de um aprendizado mais prático e funcional.

Dicas para fazer a escolha certa

Para concluir nosso post, nada melhor do que mostrar algumas estratégias que o ajudam a definir o melhor caminho para uma formação 100% acertada de acordo com os seus objetivos de vida pessoal e profissional. Confira quais são elas!

Trace a sua jornada profissional

A primeira dica é traçar qual será a sua jornada profissional. Isso porque, ter um ideal de carreira bem definido vai ser fundamental para auxiliar, facilitar e até mesmo agilizar todas as suas outras escolhas. Parece exagero? Pois mostramos na prática como isso é verdade.

Imagine dois jovens chamados Fulano e Ciclano. O primeiro deles não consegue estabelecer qual carreira pode ter e só prolonga essa indecisão, adiando ao máximo possível o momento de começar a pensar no futuro.

Como resultado, ele nunca se aprofunda nas outras decisões que terá que tomar para escolher a melhor formação para si mesmo. Ciclano, por sua vez, já chegou a conclusão de que deseja ser educador físico. Porém, ele não quer atuar em escolas, mas sim em clubes esportivos com a preparação física de times.

Logo, por mais que haja tanto licenciatura quanto bacharelado em Educação Física, o interesse do Ciclano em seguir no mercado geral descarta automaticamente a licenciatura — que, como já comentamos, prepara o estudante especificamente para o setor de educação. Ou seja, o tipo de habilitação foi decido: será bacharelado. A partir daí, vem o questionamento sobre os tipos de faculdade disponíveis.

Acontece que, por trazer muitas disciplinas práticas, o bacharelado em Educação Física não tem como ser ofertado totalmente em EAD, deixando, assim, apenas duas alternativas de formato: o presencial e o semipresencial. Nesse ponto, Ciclano terá apenas que pensar qual dos dois traz mais benefícios. Após isso, ele chegará ao ideal de graduação para o perfil dele.

Converse com estudantes universitários

Outra estratégia importante é conversar com quem já está na faculdade, preferencialmente do segundo semestre em diante. Isso porque os universitários podem compartilhar com você a visão que eles têm tanto sobre a modalidade de ensino quanto a habilitação que cursam agora que vivenciam no dia a dia essas escolhas.

Para completar, além de esclarecer sobre como é a realidade da vida acadêmica, esses estudantes também podem revelar muitas outras coisas. Por exemplo, os detalhes e curiosidades de como foi o processo de adaptação a elas — quando se tem outros compromissos e afazeres na rotina — e as dificuldades enfrentadas ao longo da graduação — como provas, trabalhos, atividades laboratoriais etc.

Recorra à orientação vocacional

Para alguns vestibulandos, a indecisão na escolha da formação é muito mais crítica e complicada de se solucionar por questões pessoais, pressão familiar, problemas financeiros etc. Em situações assim, é uma boa ideia recorrer ao processo de orientação vocacional feito por psicólogos.

Afinal, por meio de sessões com esse profissional, você tem a oportunidade de se autoconhecer, entender melhor quais são as suas afinidades e habilidades e refletir criticamente sobre a carreira que terá no futuro. Além disso, esses encontros o ajudam a entender o funcionamento dos tipos de faculdade e tipos de habilitação e a ter uma noção mais clara do que dá para esperar do mercado de trabalho.

“E como faço para participar desse processo?”, você pode estar se perguntando. A resposta é bem simples. Quem está no ensino médio, por exemplo, pode fazê-lo gratuitamente com o psicólogo escolar da instituição. Porém, quem já finalizou os estudos pode buscar por psicólogos clínicos que atendam por preços mais em conta ou até façam parte de projetos sociais para acompanhar e dar suporte a estudantes sem custo algum.

E então, nosso post ajudou você a entender as diferenças e vantagens dos tipos de faculdade? Pois siga as nossas dicas para avaliar qual das modalidades de formação pode ser mais útil para você. Além disso, não deixe também de refletir sobre as características de cada tipo de habilitação. Lembre-se que quanto mais bem informado você estiver, mais fácil será tomar uma decisão consciente e segura sobre o seu futuro.

E se você conhece outros vestibulandos que também têm dúvidas quanto à escolha da graduação e à preparação para o ensino superior, já sabe: compartilhe este texto com eles nas redes sociais!

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